
1 Novembro às 18:00
Materiais diversos para uma construção possível da Coisa

O artista é o falsário elevado à enésima potência. Ele não copia simplesmente o verdadeiro, mas recria-o, transforma-o e metamorfoseia-se na sua transformação. Ele é um "criador de verdade".
" Com a invenção do corpo institui-se finalmente a lógica da ligação em geral, do «corpo conectado», o wired body, que a técnica actual se expõe absolutamente. Depois de ter tido a consistência mítica de um fio, pois era essa a maneira como os gregos representavam a vida, um fio que se ia tecendo e estendendo até ser cortado. No final da história, o corpo é pendurado na linha que lhe dava vida."
O compositor húngaro György Ligeti fez a peça Poème Symphonique pour 100 metronomes (Poema sinfônico para 100 metrónomos) em 1962. A peça exige dois “executantes” que trabalham antes da entrada da audiência. Cada um dos 100 metrónomos mecânicos, montados sobre uma plataforma no palco, tem a sua mola totalmente carregada e é ajustado para uma velocidade diferente. Depois disso eles são disparados da maneira o mais simultânea possível. Depois disso a platéia é admitida e toma seus lugares enquanto os metrónomos soam até que todos parem. À medida que param o pulso de cada metrónomo restante se torna mais distinguível dos demais. A “execução” normalmente termina com um dos metrónomos soando sozinho por alguns compassos. A peça foi gravada várias vezes. Uma das versões mais recentes dura cerca de 20 minutos.